Trump chega a Singapura às vésperas de encontro com Kim Jong-un

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chega à base aérea Paya Lebarm em Singapura, neste domingo (10) (Foto: Kim Kyung-Hoon/ Reuters)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou neste domingo (10) a Singapura para realizar um encontro histórico com o líder norte-coreano, Kim Jong-un. Kim Jong-un já chegou também à cidade-estado do sudeste asiático. A cúpula vai acontecer na terça-feira (12), na ilha de Sentosa.

No sábado (9), Trump disse que qualquer acordo com o líder norte-coreano será “no impulso do momento”, ressaltando o resultado incerto do que chamou de uma “missão de paz”. “Eu tenho um objetivo claro, mas tenho que dizer – será algo que será sempre no impulso do momento”, disse Trump a jornalistas em uma entrevista coletiva na Cúpula do G7, em Quebec, no Canadá. “Você não sabe. Isso nunca foi feito nesse nível antes”.

Tensão com o G7

Trump deixou o encontro de líderes do G7 mais cedo, antes de discutir a mudança climática e a saúde dos oceanos, exacerbando as fraturas do grupo em relação às tarifas comerciais impostas pelos EUA. O americano manteve um tom conciliador, embora tenha ameaçado deixar de fazer comércio com aqueles países que mantenham tarifas às exportações americanas.

Mais tarde, em mais uma série de tuítes imprevisíveis, Trump retirou sua assinatura do acordo final que havia aprovado poucas horas antes de deixar o Canadá com os outros líderes do G7 – que é formado por Canadá, Japão, França, Alemanha, Reino Unido, Itália, além dos EUA. Trump chamou Justin Trudeau, o líder canadense que presidiu a reunião, de fraco e desonesto.

Kim em Singapura

O líder norte-coreano deve se reunir neste domingo (10) com o primeiro-ministro singapuriano, Lee Hsien Loong, que segunda-feira (11) receberá também Trump. Kim viajou em um avião Boeing 747 de Air China, companhia aérea estatal chinesa, que decolou esta madrugada de Pequim e pegou o líder norte-coreano em Pyongyang, segundo imagens captadas pela imprensa.

O líder da Coreia do Norte Kim Jong-un e o ministro de relações Exteriores de Singapura, Vivian Balakrishnan (Foto: Reuters)
O líder da Coreia do Norte Kim Jong-un e o ministro de relações Exteriores de Singapura, Vivian Balakrishnan (Foto: Reuters)

Programa nuclear

A principal questão a ser discutida na reunião do dia 12 de junho em Singapura é a exigência dos EUA para que a Coreia do Norte abandone o programa de armas nucleares. Pyongyang já rejeitou a desistência de seu arsenal unilateralmente e defende seus programas nuclear e de mísseis preventivos para o que vê como agressões dos norte-americanos.

Trump disse que provavelmente levaria tempo para chegar a um acordo com Kim sobre a desnuclearização, mas ele disse que acredita que, no mínimo, o encontro poderia produzir uma “relação” entre os EUA e a Coreia do Norte, que não possuem laços diplomáticos.

Na quinta-feira (7), em uma entrevista coletiva com o premiê japonês, Shinzo Abe, Trump disse que pode convidar Kim para uma visita a Washington.

Atualmente, os Estados Unidos possuem 28,5 mil soldados na Coreia do Sul, um legado da Guerra da Coreia. Trump resiste à possibilidade de fechar um acordo para encerrar formalmente a Guerra da Coreia, que durou entre 1950 e 1953, e foi concluída com uma trégua, e não um tratado de paz.

Com informações do g1

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