Itália se diz disponível para apoiar Líbia a frear fluxos migratórios

Ministra italiana garante que os guardas líbios foram formados para lutar contra os traficantes de pessoas

A ministra da Defesa de Itália, Elisabetta Trenta, afirmou neste sábado (23) que o seu país está preparado para “proporcionar recursos adicionais” à guarda costeira da Líbia para conseguirem controlar as suas águas e travar os fluxos migratórios para a Europa.

“O importante é que os líbios possam controlar o seu território”, defendeu Trenta, em uma entrevista ao canal de televisão privado Sky.

A governante italiana sustentou também que, se os resgates de imigrantes que saem em embarcações para o Mediterrâneo com a intenção de alcançar território europeu ocorrem em águas próximas da Líbia, devem ser as guardas costeiras daquele país a intervir.

Elisabetta Trenta referiu que os guardas líbios foram formados para lutar contra os traficantes de pessoas e “têm toda a capacidade neste momento” para realizar este trabalho, bem como “os meios”.

A ministra sustentou também que a Itália deve agilizar a gestão dos pedidos de asilo das pessoas que já se encontram em território italiano para determinar rapidamente quem tem direito e quem não.

Trenta falava sobre quem tem a responsabilidade de intervir se os salvamentos ocorrerem em zona próxima da Líbia, depois de esta semana o ministro das Infraestruturas e Transportes italiano, Danili Toninelli, ter advertido que as organizações não-governamentais (ONG), ao se aproximarem demais da Líbia para assistir imigrantes em dificuldade, estão incentivando o efeito chamada.

Além disso, Toninelli criticou a ONG alemã Lifeline, que acusou de não dar ouvidos aos guardas costeiros italianos, na quarta-feira passada, quando socorreu 224 pessoas, apesar de Itália ter advertido de que se competia às autoridades líbias.

O barco desta organização se encontra atualmente no Mediterrâneo, com 230 pessoas a bordo e próximo de Malta, à espera que algum país autorize o desembarque num porto seguro, após recusas de Itália e Malta.

Com informações da Lusa.

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